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os desafios da abelha

O CORAÇÃO NO TOPO ESQUERDO LIGA OS DOIS BLOGUES

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os desafios da abelha

12
Set20

desafio: o melhor do ano

Ana de Deus

desafio o melhor do ano

TENHO OS DESAFIOS DA ABELHA ESCRITOS ATÉ FEVEREIRO DE 2021,
mas com o destaque da Mel e da Mula, algumas das coisas que tenho pensadas poderiam
ser consideradas plágio. como tal, decidi publicar os desafios de quinze em quinze dias.


hoje desafio-te a partilhar o melhor de 2020 , no máximo, em 100 palavras. 
usa a tag: desafio: o melhor do ano, para ser mais simples encontrarmo-nos.

eu sei que para alguns pode ser sentido como procurar uma agulha num palheiro. eu própria dificilmente consegui ignorar o tema da pandemia. em 1918 a aldeia global era um embrião. hoje somos assoberbados pelos media a dizer e a desdizer sempre o mesmo. eu não quero que o século XXI seja conhecido como o século do medo. por isso este desafio faz falta aqui, para abdicarmos da resposta mais simples e procurarmos a humanidade, a boa-fé, a bondade, a esperança, a luz, a alegria, a paz que nos rodeia. é um exercício necessário apesar de não ser fácil.

Irmãs que viveram a pandemia de 1918 sobrevivem agora ao coronavírus

As irmãs Anna Del Priore, de 107 anos, e Helen Guzzone, de 104 anos,
já estiveram infectadas com o novo coronavírus e conseguiram recuperar.

FONTE: PÚBLICO

NOTA: este desafio teve início a 12 de Setembro de 2020 e será deixado a vogar pela blogosfera
para todos os que lhe quiserem dar continuidade.

IMPORTANTE: publica o link deste post, para quem nos lê ter acesso a todos os textos.
mesmo quem não é desafiado formalmente, pode entrar no desafio. 

O MELHOR DE 2020, SEGUNDO A ANA DE DEUS

muito sinceramente, para mim, o melhor de 2020 é ter de ficar em casa. desde que não esteja sempre sozinha, estou no meu paraíso. o melhor de 2020 são vocês! desde que voltei à blogosfera descobri uma família. o melhor de 2020, é uma pomba branca cintilante que vem saudar-nos todos os dias, eu acredito que são os anjos a sorrir-nos. a Vida flui. a nossa vida pode mudar de forma, mas a Vida é eterna. esta é a minha fé.

O MELHOR DE 2020, SEGUNDO A CHARNECA EM FLOR

Neste estranho ano é difícil encontrar momentos positivos. Mas eu sempre acreditei que é possível ser feliz em tempos adversos.
Neste ambiente em que o cheiro da morte paira sobre a humanidade, foi a promessa de vida que tornou os meus dias mais alegres.

Em primeiro lugar aponto para a notícia da chegada do neto de uma das minhas colegas.. Uma vida que começa transmite-nos sempre a esperança no futuro.
Depois destaco a minha recém-adquirida paixão pelas plantas. É uma emoção ver como as plantas crescem, se renovam. O amor que lhes dedico é retribuído na forma de novas folhinhas.

o melhor de 2020: segundo a Catarina e os seus 4 reizinhos

reizinhos

Original: 604 palavras
Síntese: 106 palavras

Cheguei à conclusão que faz hoje seis meses que o país parou. Aprendemos a conviver com este vírus. A tomar medidas de precaução. Tivemos férias na praia, com um areal quase só nosso. Dias quentes e grandes que foram aproveitados ao máximo. Miúdos com peles douradas a saber a sal e de sorrisos no rosto.

Se me pedirem um balanço diria que oitenta porcento do tempo foi gratificante. Os rapazes tornaram-se mais próximos. Os mais velhos sempre preocupados em proteger os mais novos. Os pequenos sempre a querer imitar as pegadas dos maiores. O verão de 2020 será sempre recordado como o verão das nossas vidas. 

O MELHOR DE 2020, SEGUNDO O JOSÉ DA XÃ

A mulher mais animadora da blogosfera desafiou-nos a falar do melhor de 2020, até agora.

Como o ano não terminou achei que só para o final do ano é que escreveria algo. E disse-lhe. Depois lembrei-me de escrever sobre as minhas espectativas para este ano de 2020.

E assim esperava-me:

- nascimento de uma neta – feito;

- reforma – feito;

- viagem ao Porto – feito;

- viagem aos Açores – feito;

- viagem a Sagres (Alcoutim foi um extra!) – feito;

Falta ainda:

- apanhar azeitona;

- nascimento de uma sobrinha-neta.

Por fazer:

- Peregrinação a Fátima;

- Almoço de despedida com colegas.

 O MELHOR DE 2020, SEGUNDO A SASSÃO

Os reencontros foram o que me iluminou 2020. 

Vi como os amigos me são queridos e que, sem os nossos encontros, a vida não é tão boa. 
 
Confirmei que estou na profissão certa no local exato, e é tão bom sair de casa todos os dias até lá! 

Apesar de não me aborrecer comigo e acordando com a melhor das companhias, preciso de me completar com a vida cá fora.
 
Tertúlias com amigos, viagens, exposições, fotografia, livrarias... é essa a minha rede social!
 
Deixo uma foto da Livraria Galileu, em Cascais, um dos sítios que mais falta me fazia!

Livraria Galileu, em Cascais

O MELHOR DE 2020, SEGUNDO A MAFALDA

A Ana desafiou a blogosfera mais uma vez a juntar os seus retalhos para contar o que foi o melhor de 2020 até agora, e eu, como tenho sempre muita coisa para dizer, decidi deixar-vos a minha pitadinha:

- Viagem a Itália: antes do COVID nos obrigar a fechar ao mundo tive a oportunidade de respirar o ar italiano e ficar para sempre apaixonada com Roma

- Encontros no parque: Todos os encontros no parque com a L. patrocinados por pizza, bons livros e algumas gargalhadas

- Noites de família: Mesmo no meio de toda a anormalidade conseguimos manter as noites de família com os meus "tios de coração", através de videochamada jogamos ao Monopólio, Pictionary e Party & Co. e assim há distância mantivemos a união.

- Todos os meus projectos de Verão: no meio da confusão do COVID organizei um cinema ao ar livre e participei em 3 dias a dinamizar a semana da juventude, e, conseguimos mesmo em tempo de pandemia, trazer a cultura de volta ao coração das pessoas.

 O MELHOR DE 2020, SEGUNDO A IMSILVA

A Ana desafiou para contarmos o que encontramos de melhor neste ano maluco que nos calhou. eu vou tentar encontrar algo que faça sentido. 

Não creio conseguir falar do melhor, sem referir o pior. Houve um mix das duas coisas que vou tentar separar.

Estar em casa, sem necessitar de sair fosse para o que fosse foi bom, se não houvesse a preocupação do que se estava a passar, do que se iria passar e da incógnita que passou a ser o nosso futuro, que na altura, inocentemente, ainda pensavamos que iria voltar ao normal em pouco tempo.

Fora esse pequenino pormenor, devido ao confinamento, o melhor foi ter todo o tempo do mundo para os nossos petiscos saboreados no quintal, almoçavamos fora todos os dias. Foi o sol que apanhei enquanto lia um livro. Juro que nunca estive tão bronzeada, eu que nunca vou à praia mesmo vivendo ao pé dela, por falta de tempo. Foi um sossego inédito na minha vida, sempre tão cheia de gente. Fiz uma desintoxicação de humanos, e soube bem.

Mas há algo que tenho que referir como o melhor de 2020, até agora, a saúde dos meus que apesar de algum susto, prontamente resolvido, não nos obrigou a andar em bolandas por hospitais e afins.

Este foi o ano de todos os anos, foi o ano que ficará nos anais da história. Espero que não haja piores, que o 2021 seja de resolução e da volta da vida como a conhecíamos. Todos esperamos que assim seja.

01
Set20

desafio rainy day

Ana de Deus

desafio rainy day


hoje desafio-vos a escrever sobre um dia de chuva, no máximo, 100 palavras.
usa a tag: desafio rainy day, para ser mais simples encontrarmo-nos.

rainy day é o endereço do blogue onde tudo começou. explico » aqui « porquê.

NOTA: este desafio teve início a 1 de Setembro de 2020 e será deixado a vogar pela blogosfera
para todos os que lhe quiserem dar continuidade.

IMPORTANTE: publica o link deste post, para quem nos lê ter acesso a todos os textos.
mesmo quem não é desafiado formalmente, pode entrar no desafio.

O TEXTO DA ANA DE DEUS

à chuva a rapariga seguia-o intrigada
o rapaz à chuva fazia-se despercebido
ela começou a andar encharcada
ele parou para ela não molhar o vestido 

partilha connosco a tua relação com os dias de chuva ou um acontecimento memorável que tenha sucedido num dia de chuva. por exemplo, o meu primeiro namorado, quando eu tinha treze anos, andava sempre à chuva como se estivesse o mais radioso dia de sol. para passear com ele, aprendi a gostar de andar à chuva. já dancei à chuva e foi extraordinário. engravidaste num dia de chuva? casaste num dia de chuva? deste o teu primeiro beijo num dia de chuva? de que gostas mais dos dias de chuva? não gostas de dias de chuva? porquê! deixa as tuas memórias fluirem livremente e partilha-as, no máximo, em 100 palavras.

O TEXTO DA MARTA - O MEU CANTO

Um dia de chuva pode trazer consigo tantos sentimentos diferentes.
Quem anda à chuva, molha-se. E quem nunca apanhou chuva até ficar ensopado?
Não é uma sensação agradável. E esqueçam a versão romantizada da cena!
Há a chuva “molha tolos”, que parece que não molha ninguém, mas não passa de uma ilusão.
E a chuva civil, que dizem que não molha militares, mas digam-lhes isso depois de andarem debaixo dela.
É verdade que chuva não quebra osso, mas também nem sempre traz saúde.
Uns dias proporciona-nos alegria. Gostamos dela. Sabe-nos bem.
Outros, aborrece. Chateia.
E queremo-la bem longe de nós!

O TEXTO DA MAFALDA - THE ART OF LIVING

Não era hábito a chuva entristece-la, ninguém sabe porquê a menina tinha um hábito peculiar de gostar de coisas que ninguém gosta como o cão vadio que morde, como as madrastas das amigas, como lavar roupa e por a mesa.

Sentia uma certa proximidade daquelas coisas às quais as pessoas torciam o nariz. Talvez porque era um bocadinho como elas, não muito bonita e com gostos estranhos para os meninos da sua idade.

Mas na chuva encontrava a sua melhor amiga e, enquanto no recreio os meninos olhavam estupefactos enquanto ela avançava em direcção ao vendaval, ela pensava que eles não sabiam, a felicidade de ter uma amiga, que nos abraça e encharca de amor, como a chuva.

O TEXTO DA SASSÃO - UM AMIGO DE FIM DE TARDE

Em pequena, adorava chuva. 
A seguir vinha a cheia que inundava o quintal e, por vezes, a cozinha.
Era uma festa ter o Tejo ali nas panelas!
 
Lembro-me de vir da escola apanhar a chuva que podia ... só para em casa ter o céu num banho quente, um copo de leite com Tody e pão com manteiga e açúcar. 
... Nada disto me saberia tão bem se chegasse a casa enxuta! 
 
A minha mãe, quando chovia, tinha vontade de papas de milho, como a mãe dela.
Agora, também eu amorno assim as tardes chuvosas. 
E fico mais perto da infância...
 
 

Chuva

Sinto nas mãos as lágrimas mansas
Caídas de um céu cinzento.
São cristais de vida, recompensas
Que doravante eu acalento.

Sinto na face as lágrimas frias
Tombadas de um negro sentido
Relembro longas noites e dias
De um amor quente e unido.

Sinto na roupa as lágrimas pesadas
Repletas de força, poder e estreiteza.
Vivo de ideias, de sonhos e estradas
Todas alinhadas na minha tristeza.

Ai lágrimas, lágrimas do céu!
Por que te chamaram de chuva?
Se não és mais que um véu…
Da minha amargura uma luva!

AVENTURAS DO JOSÉ DA XÃ

Naquele ano a peregrinação fez-se por Santarém. Naquela tarde partimos de Valada para a última etapa do dia. O tempo estava cinzento escuro. Demasiado escuro para a nossa vontade.

A chuva desata a cair com intensidade. Durante quilómetros intermináveis caminhámos no meio de lama, poças de água e chuva.

Perto da estrada de alcatrão uma peregrina colocou a sua sombrinha estragada à minha frente. Num ápice estava estatelado no chão.

A roupa mudou de cor, alguns elementos da equipa de apoio que assistiram não evitaram sonoras gargalhadas... e eu furibundo, maldizia a minha triste sorte...

Mal sabia eu...

O TEXTO DA BRUXA MIMI

Em agosto de 1995, fui à Escócia, com algumas colegas de curso. Segundo nos disseram os escoceses, levámos connosco o bom tempo: três semanas de sol (e alguma chuvinha ocasional, mesmo, mesmo levezinha). Nós estávamos nos arredores de Glasgow, mas, onde quer que fôssemos, à tarde depois das aulas, ou aos fins de semana, o sol ia connosco. O único dia em que choveu bastante foi aquele em que visitámos Edimburgo. Resultado: esta bela cidade ficou-me na memória como feia e sombria. Tudo por culpa da chuva! (No ano seguinte voltei, e, com sol , pude apreciar Edimburgo como deve ser.)

O TEXTO DA CHARNECA EM FLOR

Sentada no sofá, olho pela janela e vejo a chuva a cair. Aninhada debaixo de uma mantinha e com um livro por companhia, até sabe bem escutar o som da chuva lá fora. O vento faz rodopiar as folhas dos plátanos do jardim. A casa cheira a maçãs e canela. No forno está um bolo a cozer. É um típico dia de Outono, tão saboroso quanto cinzento. Quando o bolo estiver pronto, vou fazer um delicioso chocolate quente para acompanhar. E não preciso de mais nada para ser feliz.

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