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© os desafios da abelha

nos dias 1 e 15 de cada mês há um desafio novo. nota que, a grande fatia dos desafios da Abelha não tem limite temporal, podes participar quando quiseres.

nos dias 1 e 15 de cada mês há um desafio novo. nota que, a grande fatia dos desafios da Abelha não tem limite temporal, podes participar quando quiseres.

© os desafios da abelha

15
Fev21

era uma vez uma princesa tão gorda que só ocupava espaço.

Ana de Deus

© Fernando Botero

hoje desafio-te a escrever uma história, no máximo com 200 palavras, que comece assim: 
Era uma vez uma princesa tão gorda que só ocupava espaço.

IMPORTANTE: publica o link deste post, para quem nos lê ter acesso a todas as histórias.

este desafio teve início a 15 de Fevereiro de 2021 e será deixado a vogar pela blogosfera
para todos os que lhe quiserem dar continuidade.

ATENÇÃO: AGORA OS DESAFIOS SÃO QUINZENAIS. DIA 1 E DIA 15 DE CADA MÊS.

 

os desafios da Abelha

A HISTÓRIA DA ALICE BARCELLOS

Ficava sempre aflita quando tinha de usar vestidos de gala. Pedia à criada que apertasse ao máximo o espartilho e ao alfaiate que optasse por cores escuras. Por mais que tentasse disfarçar, olhava-se ao espelho e pensava sempre: és uma princesa gorda que só ocupa espaço. No salão de baile, as outras princesas e damas, elegantes nos seus vestidos garridos, moviam-se com graça e frivolidade. Ela ficava sentada num canto, à espera que a festa acabasse, entediada com esta vida tão banal que lhe tinha calhado.

Ansiava pelo dia seguinte quando envergava a bata simples, fazia uma longa trança nos cabelos e perdia-se nos campos à volta do castelo. Adorava sentir-se integrada na natureza. Sonhava em galgar os muros e fazer-se ao mundo, explorando as selvas exóticas que conhecia através dos livros.

Nos dias quentes de verão, o seu maior prazer era ir tomar banho nua ao rio, às escondidas. Despia-se de tudo e deixava-se flutuar naquelas águas límpidas. De olhos fechados, viajava para os destinos longínquos que nunca iria conhecer. Ali era leve. Ali não ocupava espaço. Ali sentia-se integrada em algo muito maior.

Afinal, não era assim tão gorda, só havia nascido no tempo e espaço errado.

 

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A HISTÓRIA DA GAIVOTAZUL

Era uma vez uma princesa tão gorda que só ocupava espaço.

Começara quando era ainda criança. A sua curiosidade natural e alegria contagiante que oferecia num rasgado sorriso a todos com quem se cruzava, faziam de cada dia uma aventura que agarrava com unhas e dentes.

Novos e velhos apreciavam a sua companhia. Com as crianças da aldeia, trepava às árvores e brincava às escondidas até ao último raio de sol se pôr atrás do arvoredo. Com os mais idosos, conversava horas a fio desfiando histórias de lugares distantes e em troca absorvia toda a herança cultural do seu povo.

Foi crescendo, em tamanho e em igual medida, em generosidade e empatia.

De dia para dia a princesa florescia e a sua presença de espírito era cada vez mais notória.

Os mais distraídos poderiam pensar que estava gorda. Estariam pois redondamente enganados.

A princesa ocupava espaço, é verdade. Mas só ocupava espaço porque por todos era amada e a todos se dava em Amor.

Quando esta um dia, já velhinha, partiu, ficou em seu lugar um imenso vazio. Um espaço rapidamente preenchido com as gordas memórias que entre todos deixara.

 

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A HISTÓRIA DA BII YUE

era uma vez uma princesa tão gorda que só ocupava espaço,

ficava os dias em casa, no seu mundo que foi obrigada a crescer por todos os comentários que estava constantemente a receber. Ora lia, ora desenhava, ora escrevia, ora tocava piano, ora ficava a olhar pela janela... sonhava com o mundo lá fora, o ar fresco, o sol e a chuva, os animais com a sua liberdade e sintonia com o espaço em redor.

chegou a um ponto que o aborrecimento torturava a sua mente. pegou em toda a sua coragem e abriu a porta para o exterior. era só colocar um pé à frente do outro, mas essa ideia deixava-a zonza. por isso voltou para o conforto do seu quarto.

 

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A HISTÓRIA DE JOÃO-AFONSO MACHADO

Era uma vez uma Princesa tão gorda que só ocupava espaço. E não um espaço qualquer, nunca caberia na varanda do palácio onde a Família Real era aclamada pela multidão em baixo.

Acabrunhada, a coitadinha ocupou a torre de menagem toda, onde se guardava o tesouro do Reino. O povo andava descontentíssimo, o monarca desolado.

Sucedera, a Corte fora infiltrada por um pérfido espião que viciara a princesinha em chocolates. De tal modo, os seus Augustos Pais compravam todo o leite nacional e derretiam o tesouro Real importando cacau e a remunerar mestres chocolateiros suíços. Claro, pretendentes à Princesa – nem vê-los. Ela era um rombo financeiro em qualquer nação.

Constou, entretanto, ocorreria uma revolução e esse tesouro seria roubado. Sua Majestade rejubilou e ordenou ao Regimento de Lanceiros da Rainha fossem todos desatolar a princesa à torre e a levassem a um passeio.

Os revoltosos… convencidos que sacavam lingotes de ouro, surripiavam apenas chocolates – de leite, carregados de avelãs, nozes, amêndoas…

Regressando a Princesa… houve pranto e… saladas. Muitas saladas. Custou, mas… lá sobreveio o emagrecimento, a dança (que real umbiguinho!) e, belíssima, a Princesa dirige agora, também, a associação de protecção mundial de baleias e cachalotes. 

 

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A HISTÓRIA DA FANTASIAS NO REINO DA LOLLIPOP

Era uma vez uma princesa tão gorda que só ocupava espaço no coração das gentes daquele reino encantado, pelo qual espalhava a sua alegria e boa disposição.

Mal os primeiros raios de sol iluminavam a sua face rechonchuda, ecoava por todo o reino a sua maviosa voz de soprano em melodias de encantar.

A  sua fama de ave canora  ultrapassou os limites daquele reino e chegou aos ouvidos daquele tenor, que era tão gordo que só ocupava espaço na alma de quem se deleitava pela sua voz grave.

Curioso, decidiu fazer-se à estrada rumo ao reino encantado de magia musical na sua carruagem feita à medida puxada por 10 garbosos cavalos brancos, que logo começaram a trotar ao ritmo das notas cristalinas que ecoavam estrada fora.

E quando as suas vozes se fundiram numa só num dueto improvisado, soltando notas de amor e de paixão, emocionados souberam que cantariam juntos para o resto da vida, no Reino da magia musical.

 

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A HISTÓRIA DA MARIA DA VEIGA

Era uma vez uma princesa tão gorda que só ocupava espaço. Era majestosa no título...e no tamanho.

O físico e a natural malvadez das pessoas tornou-a solitária. Agarrou-se a escrita, e sob um pseudónimo escreveu romances e novelas de sucesso. Ainda tentou escrever sobre culinária, mas a meio da receita já estava esfomeada...e era melhor não piorar o que já era mau.

Certa vez, chegou ao palácio um príncipe forasteiro com um carregamento de Fairy e com a promessa firme ao Rei de tratar da gordura da princesa.

Ao Rei não desagradou...

A princesa achou-o muito lingrinhas e teve medo de o esmagar. E Fairy para ela já era uma afronta....

Continuou a escrever novelas. Mandou uma história para a TVI, que foi reencaminhada para a SIC. Atualmente está em fase de produção na CMTV. José Castelo Branco vai ser a donzela da trama.

A Bicha e o Tarzan. Brevemente...

Até que um dia chegou O homem ao palácio. Era um mero visconde, de ar simpático. Diziam que estava falido, más linguas. 

Ela quando o viu, teve aquele feeling. Conversaram durante horas, partilharam cigarros, biscoitos e uma ceia digna de feira do fumeiro.

Ele achou-a encantadora; Super-pop e andar mais a pé e a gordura sumia.

Casaram. 

Ela atualmente tem metade do tamanho que tinha e anda feliz. Já escreve sobre cozinha sem medo.

Ele, príncipe de título e rei do Tik Tok...Nada mal.

 

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A HISTÓRIA DA CRISTINA AVEIRO

Era uma vez uma princesa tão gorda que só ocupava espaço, pelo menos era isso que as damas da corte achavam. A princesa era diferente, nunca se tinha interessado por bordados, vestidos, casamentos ou coisas que tais. A princesa gostava de ler, escrever e desenhar, mas poucas eram as pessoas da corte que o sabiam fazer. O monge que a acompanhava desde criança era um mestre de iluminura e desde cedo que a tinha ensinado a ler e a escrever, muito para além da sua missão de orientador espiritual, mas esta era a sua forma de dar alegria àquela menina que era tão triste.

A princesa adorava os pais, mas eles estavam muito ocupados a reinar e nunca estavam com ela. A princesa sentia uma grande tristeza e a tristeza fazia-lhe imensa fome, era como se o seu coração triste tornasse o seu corpo vazio e ela tivesse de comer para o encher. Quando lia e escrevia sentia-se um pouco melhor, mas a maior parte do tempo continuava triste.

Havia também alturas em que a deixavam ir para o campo andar a passear e montar a cavalo, aí também se sentia mais feliz e nessas alturas não ficava tão gorda.

 

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A HISTÓRIA DA MISS L

Era uma vez uma princesa tão gorda que só ocupava espaço. Espaço nas emoções das pessoas que a rodeiam. Espaço no coração das pessoas. Espaço. Espaço. Espaço. A princesa era tão gorda como as suas emoções. Por onde ela passava, a felicidade reinava. 

Era uma vez uma princesa tão gorda que só ocupava espaço no significado de felicidade. Espaço. Espaço. Espaço. A princesa era o significado de tudo de bom neste mundo. Não havia maldade perto dela. O olhar dela era gordo de doçura. A princesa era única.

Era uma vez uma princesa tão gorda que só ocupava espaço de bondade. Espaço. Espaço. Espaço. Essa princesa transmitia bondade por todo o lado. Era gorda de tanta coisa: Bondade, beleza, energia positiva e felicidade. Espaço. Espaço. Espaço.

Era uma vez uma princesa tão gorda que só ocupava espaço.

Era uma vez uma princesa tão gorda que só ocupava espaço.

Era uma vez uma princesa tão gorda que só ocupava espaço.

 

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A HISTÓRIA DO JOSÉ DA XÃ

O rei não era grande exemplo pois era tão gordo como a sua filha mais velha, ao invés da rainha que parecia uma radiografia: de frente parecia estar de lado e de lado não se via.

A princesa, por isso, andava muito triste…

Um dia apareceu no ancião castelo um jovem esbelto e robusto. Pediu uma audiência ao rei que foi obviamente recusada. Até que ele disse: venho tratar da princesa… aquela que rebola!

Foi logo recebido pelo monarca que desconfiou do plebeu. Todavia deu-lhe hipótese de se explicar.

Após as explicações o rei concordou com o tratamento e mandou chamar a princesa. Esta rebolou até à sala do trono e perante o rei:

- Que quereis de mim, meu pai e senhor?

- Eis o homem que irá resolver o teu problema dessa gordura.

- Não tem solução – e começou a chorar.

Entrou o jovem em cena que declarou:

- Princesa… sei como resolver o seu problema. Mas terá de confiar em mim. Sempre. Asseguro-lhe que emagrece.

A princesa olhou para o rapaz e segui-o. Partiram ambos na madrugada seguinte do castelo a pé, mas ainda não voltaram…

 

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A HISTÓRIA DA ANA DE DEUS

era uma vez uma princesa tão gorda que só ocupava espaço. para desgosto do rei, estava em idade casadoira. por mais que o pintor do reino a embelezasse nos retratos, os princípes, quando a viam, desapareciam. o rei tentava persuadir os nobres com terras e ouro. estes, gananciosos, vinham à corte mas, quando a princesa se sentava no canapé ocupava tanto espaço que os asfixiava. muitos desmaiavam e tinham de ser reanimados. só faltava um nobre, o que o rei menos queria como genro, desleixado e desgrenhado. quis o destino que a princesa e este nobre andassem de amores.

ele fazia-a rir e contava-lhe histórias das suas viagens pelo mundo. o rei teve de ceder e os dois casaram. passaram três anos e ninguém sabia deles. chegou o dia da coroação do irmão da princesa e todos vieram prestar homenagem ao novo monarca. a festa decorria animada, até que um casal começou a dar nas vistas. todos se espantavam com os já considerados mais belos e felizes entre todos. chegada a sua vez de cumprimentarem o recém coroado a esbelta donzela aproximou-se do velho monarca, beijou-lhe as mãos e disse: a bênção meu querido pai.

o amor cura tudo.

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