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© os desafios da abelha

"os desafios da Abelha" - todos criados por mim - não têm limite temporal, podem participar quando quiserem.

"os desafios da Abelha" - todos criados por mim - não têm limite temporal, podem participar quando quiserem.

© os desafios da abelha

01
Nov20

um desafio um pouco mais desafiante

Ana de Deus

os desafios da abelha

hoje desafio-vos a escrever um texto sem uma única letra "a", no máximo, em 100 palavras.

NOTA: este desafio teve início a 1 de Novembro de 2020 e será deixado a vogar pela blogosfera
para todos os que lhe quiserem dar continuidade.

IMPORTANTE: publica o link deste post, para quem nos lê ter acesso a todos os textos.
mesmo quem não é desafiado formalmente, pode entrar no desafio.

 
o solo tremeu e rugiu
o povo ergue-se unido
sem norte nem sorte fugiu
dormindo desprevenido
 
verdes os montes, puro deleite dos índios. eco nocturno previne. difundem pelo fumo. 
o vento enriquece o sol. todos os meses os presentes dos deuses: flores, frutos silvestres.
 
desertos e estepes, regiões onde os lobos correm livres.
professores de como viver em grupo.
 
ATENÇÃO!
A PARTIR DE AGORA OS TEXTOS SERÃO PUBLICADOS DE MODO
ASCENDENTE, PARA QUE O MAIS RECENTE SEJA SEMPRE O PRIMEIRO.
 
 
 

Recordo o doce gesto que me estremeceu, o teu corpo no meu, envolvidos.

Começou num lento peso doble, lento beso doble, lento, e logo eu estendendo-me no teu seio, entregue nesse ir e vir dolente que foi o teu. Tremi sentindo-te forte, duro, o meu corpo derretendo-se sob o teu peso, premido, premente... Nisto minutos esquecidos, tu e eu e os sussurros perdidos entre corpos, entre nós. 

 

De súbito, o frio que me quedou inerte e informe. Ergueste-te e foste-te, e nem um último vislumbre, os meus sentidos sem norte, o meu corpo sem sorte estendido sem rumo.

Fiquei, só.

 
 

“Difícil, difícil”, diz Jerónimo. Os olhos pequenos, pouco serenos.

Com todo o entendimento, consome minutos no imprescindível e forçoso discernimento.

O bigode pomposo, trémulo com os movimentos, conivente com o seu rebuliço interior, é reflexo óbvio do momento decisivo.

Entrementes, o tempo correu, sem que surgisse o desenredo.

Corroído, Jerónimo, socorre-se do seu último recurso:

“Edite”, diz em voz doce, “luz do meu ser, que me dizes?”

Edite reflecte um breve momento. Com um brilho nos olhos escuros, depõe um ósculo doce no rosto de Jerónimo e firme responde:

“Veste o cinzento. Só Deus entende esse teu gosto por verde!”

 
 
não respeita o desafio em 100 palavras, mas a Alice é uma estreante.
 

Sumiu! Uns dizem que fugiu. Outros dizem que pulou de um precipício. Todos querem descobrir onde esteve, com quem privou, o que disse.

O D ofereceu-se como detetive, o C chorou, o R riu e o Z... zzzzzzz.

Dizem que cultivou inimigos por ser pioneiro, fez fretes e ficou sem emprego. Perdeu o privilégio, teve o orgulho ferido.

O M disse que foi excesso de mimo, o I considerou incrível, o H disse que terminou num hospício, o F ficou em silêncio e o K... kkkkkkk.

O B chegou, presunçoso, e quis ser o primeiro. Quis ser o chefe e propôs que o grupo fosse descrito como Belfebeto. O W desconfiou.

“O que o grupo quer é um líder!”, disse o L. “Concordo”, disse o N. “Temos de ser criteriosos”, sublinhou o T.

O R preferiu que fosse ele o rei. O E elogiou-o. O G gostou do gesto. O I disse: impossível! O J revirou os olhos e o X ficou em xeque.

O O, que sempre foi bom de ouvir, disse: "esperemos por ele". O grupo consentiu.

“Ele deve volver”, disse o V. “Ele é único”, exprimiu o U. “Sem ele somos ninguém”, reconheceu o Q. O Y corou.

Minutos depois, o S revelou o segredo: ele fugiu deste texto, precisou de um tempo. No próximo, promete o regresso.

O grupo respirou fundo e seguiu em frente.

 
 
 

Que exercício incrível este

em que fui enfim incluído

Escrever como num teste

Um texto bem construído.

 

Conseguirei eu o dito

De escrever sem mote

Creio conseguir o fito

De dizer tudo sem lote.

 

Com o niquinho presente

Espero enfim responder!

Foi duro dizer: em frente

É tempo de me render.

 
 
 

Sei que sim...

Que o vento me fez leve,

E só lhe peço que me leve,

Sempre que lhe pedir...

Sempre que te quiser ver.

Sem restrições,

Sem pôr freio ou condições.

Ensejo meu,

Desejo nosso.

Tontice sem fim,

E um beijo gostoso.

 
 

Este dois mil e vinte que decresce sem escrúpulos. Que difícil foi…

Que muitos sonhos nos deixou… Muitos momentos bons e felizes nos roubou.

E o que nos deu em retorno? Tempo livre, gente que nos é tudo, textos bonitos e bem escritos e crescimento. E só por isso foi bom…

trouxe crescimento que pode doer e pode endurecer. Que nos permite ser melhor desde que o deixemos suceder sem medo.

Que este novembro e o frio que com ele vem cheguem com fé e desfrutemos dele em todo o momento. Porque dois mil e vinte foi duro e enorme!

 
 
 

QUERER

Digo que te quero, e pergunto se me queres

Nuvens correm no céu, e tu sem responderes

Choro, sofro e pergunto, sem ti, serei zero?

Resistirei! 

Eu quero ser feliz sem ti.

 
 
 

Outono que vens,

Em tropeços de sol e nuvem,

Em esquecimentos que te ouvem

Os silêncios reféns.

 

Frio, vento, nevoeiro,

Todo um céu inteiro

perdido em esquecimento

do sol posto num momento.

 

E neste Outono sem fim,

escrevo estes versos,

em semente dispersos,

Novembro, berço de mim.

 

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