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os desafios da abelha

nos dias 1 e 15 de cada mês há um desafio novo. nota que, a grande fatia dos desafios da Abelha não tem limite temporal, podes participar quando quiseres.

nos dias 1 e 15 de cada mês há um desafio novo. nota que, a grande fatia dos desafios da Abelha não tem limite temporal, podes participar quando quiseres.

os desafios da abelha

01
Nov20

um desafio um pouco mais desafiante

Ana de Deus

os desafios da abelha

hoje desafio-vos a escrever um texto sem uma única letra "a", no máximo, em 100 palavras.

NOTA: este desafio teve início a 1 de Novembro de 2020 e será deixado a vogar pela blogosfera
para todos os que lhe quiserem dar continuidade.

IMPORTANTE: publica o link deste post, para quem nos lê ter acesso a todos os textos.
mesmo quem não é desafiado formalmente, pode entrar no desafio.

 
o solo tremeu e rugiu
o povo ergue-se unido
sem norte nem sorte fugiu
dormindo desprevenido
 
verdes os montes, puro deleite dos índios. eco nocturno previne. difundem pelo fumo. 
o vento enriquece o sol. todos os meses os presentes dos deuses: flores, frutos silvestres.
 
desertos e estepes, regiões onde os lobos correm livres.
professores de como viver em grupo.
 
ATENÇÃO!
A PARTIR DE AGORA OS TEXTOS SERÃO PUBLICADOS DE MODO
ASCENDENTE, PARA QUE O MAIS RECENTE SEJA SEMPRE O PRIMEIRO.
 
 
 

“Difícil, difícil”, diz Jerónimo. Os olhos pequenos, pouco serenos.

Com todo o entendimento, consome minutos no imprescindível e forçoso discernimento.

O bigode pomposo, trémulo com os movimentos, conivente com o seu rebuliço interior, é reflexo óbvio do momento decisivo.

Entrementes, o tempo correu, sem que surgisse o desenredo.

Corroído, Jerónimo, socorre-se do seu último recurso:

“Edite”, diz em voz doce, “luz do meu ser, que me dizes?”

Edite reflecte um breve momento. Com um brilho nos olhos escuros, depõe um ósculo doce no rosto de Jerónimo e firme responde:

“Veste o cinzento. Só Deus entende esse teu gosto por verde!”

 
 
não respeita o desafio em 100 palavras, mas a Alice é uma estreante.
 

Sumiu! Uns dizem que fugiu. Outros dizem que pulou de um precipício. Todos querem descobrir onde esteve, com quem privou, o que disse.

O D ofereceu-se como detetive, o C chorou, o R riu e o Z... zzzzzzz.

Dizem que cultivou inimigos por ser pioneiro, fez fretes e ficou sem emprego. Perdeu o privilégio, teve o orgulho ferido.

O M disse que foi excesso de mimo, o I considerou incrível, o H disse que terminou num hospício, o F ficou em silêncio e o K... kkkkkkk.

O B chegou, presunçoso, e quis ser o primeiro. Quis ser o chefe e propôs que o grupo fosse descrito como Belfebeto. O W desconfiou.

“O que o grupo quer é um líder!”, disse o L. “Concordo”, disse o N. “Temos de ser criteriosos”, sublinhou o T.

O R preferiu que fosse ele o rei. O E elogiou-o. O G gostou do gesto. O I disse: impossível! O J revirou os olhos e o X ficou em xeque.

O O, que sempre foi bom de ouvir, disse: "esperemos por ele". O grupo consentiu.

“Ele deve volver”, disse o V. “Ele é único”, exprimiu o U. “Sem ele somos ninguém”, reconheceu o Q. O Y corou.

Minutos depois, o S revelou o segredo: ele fugiu deste texto, precisou de um tempo. No próximo, promete o regresso.

O grupo respirou fundo e seguiu em frente.

 
 
 

Que exercício incrível este

em que fui enfim incluído

Escrever como num teste

Um texto bem construído.

 

Conseguirei eu o dito

De escrever sem mote

Creio conseguir o fito

De dizer tudo sem lote.

 

Com o niquinho presente

Espero enfim responder!

Foi duro dizer: em frente

É tempo de me render.

 
 
 

Sei que sim...

Que o vento me fez leve,

E só lhe peço que me leve,

Sempre que lhe pedir...

Sempre que te quiser ver.

Sem restrições,

Sem pôr freio ou condições.

Ensejo meu,

Desejo nosso.

Tontice sem fim,

E um beijo gostoso.

 
 

Este dois mil e vinte que decresce sem escrúpulos. Que difícil foi…

Que muitos sonhos nos deixou… Muitos momentos bons e felizes nos roubou.

E o que nos deu em retorno? Tempo livre, gente que nos é tudo, textos bonitos e bem escritos e crescimento. E só por isso foi bom…

trouxe crescimento que pode doer e pode endurecer. Que nos permite ser melhor desde que o deixemos suceder sem medo.

Que este novembro e o frio que com ele vem cheguem com fé e desfrutemos dele em todo o momento. Porque dois mil e vinte foi duro e enorme!

 
 
 

QUERER

Digo que te quero, e pergunto se me queres

Nuvens correm no céu, e tu sem responderes

Choro, sofro e pergunto, sem ti, serei zero?

Resistirei! 

Eu quero ser feliz sem ti.

 
 
 

Outono que vens,

Em tropeços de sol e nuvem,

Em esquecimentos que te ouvem

Os silêncios reféns.

 

Frio, vento, nevoeiro,

Todo um céu inteiro

perdido em esquecimento

do sol posto num momento.

 

E neste Outono sem fim,

escrevo estes versos,

em semente dispersos,

Novembro, berço de mim.

 

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